terça-feira, 3 de dezembro de 2019



Dia 14

Ione havia nos reservado uma excursão em Belo Monte, que é a segunda maior hidrelétrica do Brasil. Ione havia trabalhado no projeto e acreditava que era um bom exemplo de como a energia, que é muito necessária em um Brasil sempre crescente, poderia ser gerada com um impacto ambiental razoável.

O projeto original na década de 1970 foi fortemente criticado, pois possuía várias barragens adicionais a montante com grandes reservatórios que inundariam áreas maciças de floresta e afetariam 9 ou 10 reservas indígenas. No entanto, os novos planos do projeto foram substancialmente mais eficientes por seguintes motivos. A usina de 18 turbinas de Belo Monte sempre seria eficiente, pois os dois fatores que afetam a produção de energia de uma barragem são a vazão de água e o diferencial de altura que a água cai. Com uma queda natural de 90 metros, isso fez do local uma escolha perfeita. Além disso, Belo Monte foi originalmente concebido para funcionar durante todo o ano, o que exige que grandes reservatórios armazenem água acumulada para a estação seca, mas os novos projetos funcionam apenas na estação chuvosa. Isso é importante por alguns motivos. Em primeiro lugar, isso significava que não havia necessidade de enormes reservatórios, pois só funcionaria com sua capacidade de produção de energia mais eficiente quando houvesse naturalmente mais água. Em segundo lugar, o projeto foi integrado à rede nacional de energia, o que significa que, ao contrário da maioria das reservas que precisam funcionar o ano todo para fornecer energia de forma consistente, Belo Monte foi posta em posição de trabalhar apenas na estação com eficiência de chuvas, conforme os requisitos básicos de energia do país poderia ser coberto por outras usinas. Isso permitiu um projeto com muito menos impacto ambiental. O número de usinas foi limitado a apenas duas, reduzindo as inundações florestais e preservando as terras indígenas. Um canal artificial foi construido, com volume de escavação maior que o do Canal do Panamá, desviando a água das terras indígenas que não eram mais inundadas. No entanto, reduziu a água apenas para o período da estação seca, afetando os hábitos de criação de peixes e os padrões de pesca dos povos indígenas. No entanto, essa foi uma melhoria significativa em relação à inundação de 9 a 10 reservas indígenas no projeto original. Ninguem questiona que usinas têm custo ambiental e social, a questão é se os beneficios da produção de energia compensam.

Fomos recebidos por uma guia muito efusiva chamada Maria, que conduzia os passeios na usina. Ela explicou como funcionava e a história de sua construção, além de nos mostrar alguns documentários curtos. Em seguida, entramos para ver o interior da usina e as áreas em que eles fazem manutenção e monitoramento das turbinas. Finalmente, fomos para o topo da barragem, onde tínhamos uma vista deslumbrante do reservatório de um lado e dos enormes tubos com as turbinas, do outro. No início da construção, 30.000 pessoas foram contratadas, mas agora, para mantê-la, restam apenas 3.000. Também fizemos um tour pela vila onde os trabalhadores moravam, o que foi impressionante, pois as casas eram bastante agradáveis ​​e eles literalmente desenvolveram uma pequena cidade ao redor da barragem com bancos, lojas e restaurantes.



Day 14

Ione had booked us a tour at the Belo Monte which is the second largest hydroelectric dam in Brazil. Ione had worked on the project and believed it was a good example of how energy, that is much needed in an ever-growing Brazil, could be generated with a reasonable environmental impact.

The original project in the 1970´s was heavily criticized as the project had various additional dams upstream with large reservoirs which would flood massive areas of forest and would affect 9 or 10 indigenous reserves. However, the new project plans were substantially more efficient for a couple of reasons. Belo Monte 18-turbine powerplant was always going to be efficient as the two factors that affect energy production of a dam is the quantity of water and the height differential that the water drops. With a natural drop of 90 meters this made the location site a perfect choice. In addition, Belo Monte was originally meant to work all year long which requires large reservoirs to stock pile water for the dry season but the new projects only functions in the wet season. This is important for a couple of reasons. Firstly, this meant that the there were no need to enormous reservoirs as it would only work at its most efficient energy production capacity when there was naturally more water.  Secondly, the project was integrated in the national energy network which meant that unlike most reserves that need to run all year long to provide energy consistently, Belo Monte was put in a position to only work in the wet-efficient season as the basic energy requirements of the country could be covered by other powerplants. This allowed for a project with much less environmental impact. The number of dams was limited to only 2 reducing forest flooding and preserving indigenous lands. An artificial canal was excavated larger than the Panama Canal which diverted from the indigenous lands which no longer got flooded, however, did reduce water to only dry season period impacting fish breeding habits and the indigenous people fishing patterns. However, this was a massive improvement than 9-10 flooded indigenous reserve. No one argues that the hydroelectric dams do not come at an environmental and social cost, the question is whether the benefits in energy production outweigh them.

We were met by a lady named Maria who conducted the tours who was very jolly. She explained how the dam worked and the history of its construction as well as showed us some short documentaries. We then went inside to see the inside of the powerplant and the areas where they do maintenance and monitoring of the turbines. Finally, we went to the top of the dam where we was a stunning view of the reservoir and behind us the enormous tubes with the turbines. At the start of the construction 30,000 people were hired but now to maintain it only 3,000 remain. We also got a tour of where the workers lived on site which was impressive as the houses were quite nice and they had literally developed a little town around the dam with a banks, shops and restaurants.






Dia 13

Joe pediu ajuda a Henrique para fotografar seu novo hotel para fins de marketing. Quando voltaram, o grupo que ficou na casa de Joe se despediu dele e agradeceu por nos receber. Fomos então encontrar o resto do grupo no Hotel Barruduada onde eles haviam se hospedado. Sérgio estava tendo uma reunião com o filho de Eliane, que é um candidato em potencial para trabalhar na reserva, quando o aquário estiver instalado. Os outros estavam arrumando os carros para a partida. Pegamos estradas locais em vez da rodovia federal, pois a rota era muito mais curta e passamos por uma represa em Uruara. Infelizmente fomos alcançados pela chuva assim que atingimos a parte de terra da estrada local, que  logo se tornou lama mole e escorregadia. Nossos carros começaram a derrapar e deslizar. Houve alguns incidentes, mas todos nós conseguimos sobreviver. Na estrada, avistamos uma Jacutinga, um pássaro em extinção. Chegamos à Transamazônica, BR-230, que é a estrada principal da Amazônia, e seguimos para o nosso destino para pernoite,  Altamira. Isso foi bastante decepcionante para todos, pois esperávamos uma estrada difícil de lama vermelha imersa na floresta, como prometido nas fotos, mas nos deparamos com boas estradas cruzando terras agrícolas, com pequenos trechos de estrada de terra e de floresta. Mais uma vez, a destruição da floresta era aparente demais. No entanto, começamos a pensar que ao longo das estradas houve mais colonização devido ao acesso facilitado, mas se você sair das estradas, encontrará ainda floresta intocada. Independentemente disso, era uma experiência chocante e a invasão humana era clara, com áreas desmatadas ou queimadas sempre ultrapassando os limites da “civilização” humana. Chegamos a Altamira, comemos e fomos dormir.



Day 13

Joe had asked Henrique for some help photographing his new hotel for marketing purposes so they woke up early. Once they returned, the group staying at Joe´s house all said goodbye to Joe and thanked him for hosting us. We then went to meet the rest of the group at the Barrudada Hotel which they had moved to. Sérgio was having a meeting with Eliane´s son who is a potential candidate to work at the reserve when the aquarium is set up. The rest were packing up their cars and soon after we hit the roads. We took local roads rather than the BR motorway as the route was much shorter and passed by a dam to Uruara. We unfortunately got stuck in rain as soon as we hit the part of the local road which was a dirt road which soon became mud. Our cars started to slip and slide. There were some close calls but we all made it alive. On the road a Jacutinga, an endangered bird was spotted. We got onto the Transamazonica BR-230 which is the main road through the Amazon and headed to our destination for the night of Altamira. This was quite disappointing to all as we were expecting a rough road of red mud immersed in the forest as promised in the photos but were meet by good roads with farm lands which small patches of dirt road and forest. Once again, the destruction of the forest was all too apparent. However, we started to think it must be that by the roads there has been more colonization due to transport access but if you get off the roads then it is more untouched forest because the numbers didn’t make sense. About 80% of the Amazon still remains but if you did a survey of the roadside you would say only 25% remains as the rest is farmland or agriculture so it must be the case. Regardless, it was a shocking site and human encroachment was clear with deforested or burnt areas ever pushing the boundaries of human “civilization”.  We arrived in Altamira, ate and went to bed.




Dia 12

A manhã começou com nuvens cinzentas, mas sem chuva, então nos encontramos no porto de Alter do Chão às 8h30 para fazer o passeio de barco com um guia chamado André. Todos dissemos parabéns a Caco, que tinha acabado de completar 34 aninhos bem vividos. A rota seria o Canal do Jari, Ponta de Pedras e Ponta do Cururu para o pôr-do-sol. No caminho para o canal, vimos golfinhos cinzentos nadando na lateral do barco. Assim que entramos no canal, um jacaré verde e amarelo foi visto na margem do rio mas logo pulou na água, para que pudéssemos apenas fotografar seus olhos saltando para fora. Havia tantas espécies de aves que eu não posso nem tentar nomear as que vimos! Certa vez, estávamos olhando um pássaro marrom deslumbrante, com um pescoço longo chamado Socó-boi, posando pitoresco em um tronco de árvore, quando percebemos que logo atrás dele havia uma iguana gigante. Eles se encararam e a iguana fugiu do pássaro.

Paramos em uma praia para fazer uma trilha onde é comum ver macacos e bichos-preguiça. O guia explicou que, na estação das chuvas, esse passeio era feito de canoa, embora houvesse menos vida silvestre, pois os animais fugiam para áreas secas. Um bando de Saimiri cruzou o caminho e logo após outro bando o seguiu. Conseguimos algumas fotos impressionantes. Houve um tempo em que havia cerca de 10 macacos nos cercando a apenas um metro de distância. Vimos um total de 3 preguiças e até filmamos uma refeição. Também vimos a noz de Sapucaia, que foi envolvida por uma casca lenhosa enorme, no formato de uma urna, do tamanho de uma cabeça de homo habilis. Voltamos à recepção, onde vimos o crânio de um jacaré de 5 metros de comprimento.

Continuamos de barco pelo canal e descemos para outra pequena caminhada para ver as Vitorias Regias. Uma família nos esperava na entrada da trilha com o grande papagaio verde de estimação que vivia solto. Na trilha, podíamos ver claramente a marcação nas árvores até onde a água subia que era acima da nossa cabeça. Chegamos ao lago com as grandes e lindas folhas da planta que repousavam na água e começavam a brotar suas flores rosa. Algumas das folhas tinham mais de um metro e meio de diâmetro. Henrique finalmente teve a chance de pegar o drone e tirar algumas fotos aéreas.

No caminho de volta, mais pássaros foram vistos. Inúmeras águias, patos nativos e vários Ardeidios (um nome científico sofisticado para pássaros de pescoço comprido). Também vimos uma iguana nadando no canal e tivemos a sorte de observar a outra espécie de golfinho, a saber, os boto cor de rosa.

Depois fomos para Ponta de Pedras, onde ficava uma bela formação rochosa entre o rio e a areia. Comemos, nadamos e discutimos política.

Chegamos a uma praia deslumbrante chamada Ponta do Cururu. Uma pequena ilha havia se formado no final da praia. Caminhamos do continente até a ilha por uma faixa estreita de areia em águas muito rasas. Muitas pessoas vieram a este local para ver o pôr-do-sol, que acabou por não ser muito impressionante, pois as nuvens cobriam a vista e os barqueiros precisavam voltar antes que escurecesse devido à legislação. Nem deu para esperar para ver o fim do pôr-do-sol. Felizmente, a vista era tão impressionante, independentemente do pôr do sol, que subimos o drone para obter ótimas fotos. Como o barqueiro estava com pressa de não infringir a lei, voltamos muito rápido, o que deixou Kitty levemente traumatizada com o barco saltando e borrifando água por todo o lado.

Enquanto estávamos em nossas aventuras, Val e Sérgio estavam com um geólogo na reserva para definir o local para a perfuração de um poço artesiano que irá alimentar o futuro aquário.

Voltamos à casa de Joe, onde Val preparou uma refeição deliciosa para nossa última noite em Alter do Chão e para comemorar o aniversário de Caco. Caco havia consumido muitas doses de cachaça e estava bastante embriagado, então foi descansar logo após comer. Val preparou uma original entrada com bruschetas de jambu com queijo. O Jambu é uma planta deliciosa que dá uma sensação de entorpecimento na boca quando consumida. O prato principal era pirarucu e surubim grelhados, acompanhados de legumes cozidos e uma farofa de feijão de corda com pimenta de cheiro e chicória, o que foi maravilhoso. Caco voltou para o seu bolo de aniversário, seguido de brindes e discursos de Joe, Sérgio e Eliane. A noite terminou cedo, pois teríamos que dirigir no dia seguinte.



Day 12

The morning started with grey clouds over head but no rain so we met up at the port in Alter do Chão at 8.30am to catch a boat tour with a guide called André. We all said happy birthday to Caco who had just turned 34 years old. The route would be Canal do Jari, Ponta de Pedras to Ponta do Cururu for sunset. On the way to the canal we saw grey river dolphins swimming of the side of the boat. As soon as we entered the canal a green and yellow caiman was spotted on the bank of the river which soon jumped into the water so we could only photograph its eyes popping out. There were so many bird species I can’t even attempt to name the species we saw! One time we were looking a stunning brown bird with a long neck called a Soco-boi posing picturesquely on a tree trunk when we all realised that right behind it was a giant Iguana. Soon they locked eyes and the bird scared away the iguana.

We stopped on a beach where we were going to do a trail which attracts people as it is common to see monkeys and sloths and they kept their promise. The guide explained that in the raining season this tour was done by canoe although there was less wildlife as the animals would flee to dry areas. About 5 minutes into the tour a band of squirrel monkeys crossed out paths and soon after another band. We manage to get some awesome shots. There was a time were there we about 10 monkeys surrounding us with only a meter of distance. We saw a total of 3 sloths and even filmed one eating. We also saw the Sapucaia nut which came enclosed in a massive shell about the size of a homo habilis head. We return to the reception where we saw the skull of a 5-meter-long caiman.

We continued by boat down the canal and got off for another small hike to see the Victoria regis lotus leaves. A family awaited us at the entrance of the trail with the large green pet parrot which was not caged but stuck around with them. On the trail we could clearly see the marking of the trees where the water went up to which was shocking as it went over our heads meaning that this whole area which was now dried mud would be completely underwater in June. We arrived at the pond with the large beautiful lotus leaves which rested on the water and were starting to sprouted their pink flowers. Some of the lotus leaves were over a meter and a half in radius. Henrique finally got a chance to take up the drone and get some aerial photos.

On the way back even more birds were seen. Countless eagles, native ducks and various Ardeidios (a fancy scientific name for long necked birds). We also saw an iguana swimming across the canal and were lucky enough to another species of dolphin namely the pink river dolphins.

We then went to Ponta de Pedras where a beautiful rock formation stood between the river and the sand. We ate, swam and discussed politics.

We arrived at a stunning beach called Ponta do Cururu. A small island had formed at the end so you could walk from the mainland to the island walking through a narrow sliver of beach in very shallow water. Many people had come to this spot for the sunset which turned out to not be very impressive as clouds covered the view and the boat men needed to make it back before dark due to the fluvial legislation so we didn’t even wait until the sun actually set. Luckily the view was so stunning independent of the sunset that we sent up the drone to get some great shots. As the boat man was in a rush to not break the law we drove back very fast which left Kitty slightly traumatized and the boat bounced around and was spraying water all over us.

While we were on our adventures, Val and Sergio were with a geologist in reserve to set the site for drilling an artesian well that will feed the future aquarium.

We head back to Joe´s house were Val had prepared a delicious meal for our last night in Alter do Chão and to celebrate Caco´s birthday. Caco had consumed one too many cachaça doses and was rather inebriated so went to rest right after eating. Val had prepared a delicious starter on toasts with jambu and cheese. Jambu is a plant which is delicious and gives a numbing sensation when eaten. The main course was grilled pirarucu and surubim accompanied by some delicious cooked vegetables and a farofa with small green beans which was wonderful. Caco came back down for his birthday cake which were followed by toasts and speeches given by Joe, Sérgio and Eliane. The night ended early as we had to drive the next day.















Dia 11

Planejamos nos encontrar cedo em Alter do Chão para fazer um passeio de barco, mas naquela manhã estava chovendo muito, o que o tornava impossível. Quando a chuva parou, eram 10h30 e Eliane, o contato do Sérgio na região, informou-nos que o motorista do barco estava dizendo que agora era tarde demais para sair para o passeio, pois seria muito apressado. Em vista disso, marcamos o passeio para o dia seguinte. Passamos a manhã descansando e nadando na piscina de Joe. Quando o sol apareceu, fomos para a praia e, no passeio, vimos três espécies de macacos juntos, o que foi uma visão incrível. Vimos um Saimiri, Caquetá titi e um Sagui branco.

Quando chegamos à cidade, o resto do grupo, que estava sentado almoçando ao ar livre, apontava uma iguana verde escura enorme que estava pendurada em uma árvore. Fotografamos, mas logo percebemos que havia outras 20 iguanas no trecho gramado e algumas eram de um verde limão. 

Voltamos à casa de Joe para trocar de roupa, decididos a fazer uma visita noturna à reserva para ver se algo estava brilhando. Em março, Imran encontrou folhas brilhantes, mas ainda nenhum cogumelo que permitisse a identificação da espécie.  Esperávamos que desta vez tivéssemos sorte. Colocamos botas, pegamos as lanternas e fomos para a reserva. Quando o sol estava se pondo, Caco fez uma gravação de áudio tridimensional, pois queria capturar a transição da vocalização diurna de pássaros para as chamadas noturnas de sapos. Finalmente, estava escuro e a busca começou. Os vaga-lumes foram vistos quase imediatamente quando escureceu e encontramos uma aranha impressionante, cujo corpo era fluorescente e brilhava sob a luz UV. Enquanto Henrique a fotografava, um pequeno inseto voador ficou preso em sua teia e filmamos o processo da aranha devorando-o. A busca por cogumelos foi uma decepção. Apenas um pau e uma folha foram encontrados com o micélio brilhando. Caco e Toka acharam difícil ver o brilho, mesmo quando erguidos bem na cara deles, mas estava lá! Nenhum corpo de frutificação foi encontrado novamente.  A estação seca pode ter impacto na falta de cogumelos. Novas pesquisas são necessárias em junho, quando há fortes chuvas na região.




Day 11

We planned to meet up early in Alter do Chão to do a boat tour but that morning it was raining heavily making it impossible. By the time the rain had stopped it was 10.30am and Eliane, Sérgio go-to-women in the region, informed us that the boat driver was saying that it was now too late to leave for the tour as it would be very rushed so instead we booked it for the next day. Instead we spent the morning resting and swimming in Joe´s pool. When the sun came out we headed to the beach and on the walk we saw three species of monkey all together which was an incredible sight. We saw a squirrel monkey, another silvery marmoset and red-bearded titi.

As we arrived in town we saw the rest of the group who were sitting down having lunch outside when they pointed out a massive dark green iguana that was hanging out on a tree. We photographed it but soon realised there were another 20 iguanas on the patch of grass and some were bright lime green. 

We head back to Joe´s house to get changed as we had decided to do a nocturnal visit on the reserve to see anything was glowing. In March Imran had found glowing leaves but still no mushroom which is essential for identification so we hoped this time we would get lucky. We put on boots, grabbed headlights and went off to the reserve. As the sun was setting Caco did a three-dimensional audio recording as he wanted to capture the transition from diurnal bird vocalization to nocturnal frogs’ calls. Finally, it was dark and the search was on. Fireflies were seen almost immediately as it got dark and we found a stunning spider whose shell was fluorescent so glowed under UV light. While Henrique was photographing it, a little flying insect got stuck in its web and we filmed the process of the spider devouring it. The search for mushrooms was a disappointment. Only one stick and one leaf were found with mycelium glowing. Caco and Toka found it difficult to see the glow even when held up right to their face but it was there! No fruiting bodies were found again although this is the dry season which may have impacted the lack of abundance of mushrooms. New searches are needed in June when there are heavy rains in the region.









Dia 10

Acordei cedo para ir a Santarém ajudar Joe com alguns problemas bancários. Examinando os documentos, percebi que havia um mal-entendido. Depois de uma ligação rápida esclareci que, de fato, não havia nada errado e poderíamos aproveitar o nosso dia em vez de ficar numa fila de banco. Fomos visitar o mercado de vegetais no centro de Santarém, onde os produtores locais montaram centenas de estandes para vender uma variedade de nozes e legumes. Alguns também vendiam garafadas de remédios alternativos feitos com ervas e óleos para doenças diversas inclusive espirituais. Depois fomos ao mercado de peixe, onde os pescadores locais vendiam suas capturas recentes. O mercado de peixe também foi muito diferente desta vez, pois na estação chuvosa a água chegava até o nível do mercado  e as pessoas jogavam sobras de peixe na água para atrair os botos cor de rosa que vinham comê-los, fazendo um espetáculo deslumbrante. Desta vez a água estava 4 metros mais baixa, uma praia havia surgido e não havia chance deles fazerem o show para nós agora. Compramos 2 quilos de Pirarucu e um quilo de Surubim em preparação para um churrasco.
Enquanto estávamos em Santarém, uma parte do grupo foi à reserva com dois especialistas em topografia. Eles criaram cartas topográficas para ver a diferença de altitude em toda a reserva, marcando rios e estradas, bem como as fronteiras exatas da reserva. Para fazer isso, eles usaram GPS e drones para criar um mapa.

Descemos para o deck onde o rio Jutuarana passava pela reserva. Para chegar lá, é preciso atravessar por uma passarela estreita colocada no trecho alagado da reserva.  Quando chegamos, algumas pessoas deram um mergulho no rio para investigar se o rio era navegável a jusante, mas logo chegaram a uma área densamente vegetada que não podia ser transposta sem o uso de um facão. Logo um bando de 20 ou mais macacos apareceu. Ninguém conseguiu reconhecer as espécies, mas depois pesquisamos e descobrimos que eram uma espécie chamado sagüi branco. Este macaco tinha um pêlo branco, exceto pela cauda, de cor marrom escura e a cara, de cor rosa. Também vi cinco pequenos lagartos, verde-escuros com uma fina linha preta, subindo em uma árvore dando pequenos saltos.

Voltamos à seção seca da reserva e discutimos onde os bangalôs do hotel seriam colocados considerando a vista. Henrique montou duas armadilhas fotográficas na reserva e mais uma na casa do vizinho em frente, um adorável senhor chamado Sebastião, ao nos informar que muitos macacos noturnos passavam por seu jardim.

Todos se separaram novamente para fazer suas próprias coisas. Joe começou a preparar o carvão para uma grelha e começou a fazer caipirinhas e salada de abacate. Toka, Caco e Henrique entraram na casa quando a comida estava pronta e se juntaram a nós para jantar. Estávamos preocupados que não houvesse comida suficiente para todos, mas, na verdade, era bastante!

Day 10


I woke up early to head into Santarem to help Joe with some bank issues he had been having but on arrival and after briefly looking through the documents I realised a misunderstanding had occurred and after a quick call clarified that in fact nothing was wrong and we could use our day for more fun things. We went to visit the vegetable market in the centre of Santarem where local producers set up hundreds of stands to sell a range of nuts, vegetables and famously stands which sold alternative medicine of herbs and oils which had been put in water bottles. After we went to the fish market where local fishers would sell their recent catches. The fish market was also very different this time around as in the wet season the water came right up to the fish market and people would throw leftovers of fish into the water which lead to a spectacle as the pink river dolphins would come to eat them. However, this time the water was 4 meters lower so the water had not only gone down but a beach had emerged so there was no chance of them doing the show for us now. A fisherman added that in fact a beach emerges which created a natural barrier so all the dolphins leave this area as the water goes down to not get isolated in the small area so they were simply not around at this time of year. We bought 2 kilos of Pirarucu and a kilo of Surubim in preparation for a BBQ.

While we were in Santarem, a large majority of the rest of the group had gone to the reserve with two topographic experts. They created topographic plans to see the altitude difference across the reserve, marked out river and roads as well as the exact borders of reserve. To do this they used GPS and drones to create a map.

Soon after, I joined the rest of the group and we walked down to the deck where the river passed on the reserve. To get there you had to cross a thin bridge which took you over the part of the reserve where the trees grow emerging from the water. When we arrived, some people went for a swim up the river to investigate what it looks like upstream but soon came to a densely vegetated area which could not be passed without a machete. Soon a band of 20 or so monkeys appeared. No one could recognize the species but later we researched and found out they were a species called the silvery marmoset. This monkey had a white fur except for the tails which became a dark brown colour and its face was pink. I also saw five small lizards which were dark green with a thin black line which were climbing a tree and had the ability to do small jumps.

We head back up to the dry section of the reserve and discussed where the bungalows of the hotel would be placed considering the view. Henrique set up 2 camera traps on the reserve and one more at the neighbour’s house in front, a lovely gentleman called Sebastião, as he informed us that many nocturnal monkeys passed through his garden.

Everyone split up again to do their own things. Joe and started preparing the coal for a grill and started making caipirinhas and an avocado salad. Toka, Caco and Henrique walked into the house just as the food was ready and they joined us for dinner. We were worried it wouldn’t be enough food for everyone but in fact it was plenty!




Dia 9

Tínhamos combinado que a parte da viagem em Alter do Chão não teria programação e as pessoas poderiam sair para fazer suas próprias coisas e explorar esse maravilhoso paraíso de praia de água doce. Como resultado, eu, o autor do blog, Imran Viroomal, explicarei a viagem da minha perspectiva e acrescentarei histórias importantes relatadas por outros membros do grupo.

Acordei às 8h da manhã para visitar o hotel que esta em fase de compra por Joe chamado Pousada Amazonia. Toka, Caco e Henrique foram junto, pois também estavam curiosos. Entramos no hotel e ficamos imediatamente impressionados. Quando o portão se abriu, havia uma grande área de restaurante, com móveis de madeira elegantes e um bar deslumbrante. Os bangalôs foram construidos sobre pilotis, dando a eles um charme encantador. Os quartos pareciam bem cuidados e espaçosos. No fundo da área, havia uma mini-fazenda com porcos, galinhas, gansos e muito mais que Joe não havia decidido se queria manter ou transformar em outra coisa. Em seguida, visitamos a casa onde ele vai morar, que fica no terreno do hotel, um pouco afastada. Uma casa moderna de dois andares.

Depois fomos almoçar com o resto do grupo no centro de Alter do Chão em um restaurante chamado Lago Verde. Fui apresentado à Raquel, um dos contatos de Sérgio para a recém-adquirida Reserva do Cerrado. Ela se juntaria a nós para a viagem até chegarmos lá.

Comi um Surubim amanteigado, que é um peixe com uma pele prateada com manchas pretas, que foi cozido com perfeição e foi a melhor refeição que fiz durante toda a viagem. Algumas pessoas pediram o Pirarucu, o maior peixe da Amazônica que pode ter mais de 2 metros de comprimento e pesar mais de 100 quilos! Este peixe em um dos poucos que precisar respirar ar para sobreviver o que o torna uma presa fácil para o homem. Depois de encher a cara, fomos à praia mais famosa de Alter do Chão, chamada Ilha do Amor. Lembro-me de visitar Alter do Chão em março com Sérgio na estação chuvosa e essa praia estava quase totalmente submersa, então tudo que se podia ver eram os telhados dos bares. O nivel do rio varia uns 4 metros ao longo do ano! Parecia um lugar completamente diferente, pois agora as praias de areia branca haviam surgido. Tivemos que atravessar a pé um pequeno canal para chegar à ilha com as nossas carteiras e eletrônicos levantados no ar. Passamos o resto da tarde preguiçosamente bebendo caipirinhas na praia e recebendo massagens de duas irmãs jamaicanas que moravam na ilha Margarita, na Venezuela, chamadas Chantal e Loreta.



Day 9

We had agreed that the Alter do Chão part of the trip would not be organized and people could go off to do their own thing and explore this wonderful fresh water beach paradise. As a result I, the author of the blog, Imran Viroomal, will explain the trip from my perspective and add important stories from other members of the group.

I woke up at 8am to visit Joe´s soon to be purchased hotel called Pousada Amazonia. Toka, Caco and Henrique tagged along as they were also curious. We walked into the hotel and were automatically impressed. As the gate opened there was a large restaurant area with stylish wooden furniture and a gorgeous bar. Many of the bungalows were elevated on a second story giving them a lovely charm. The rooms looked well-kept and spacious. At the bottom of the area there was a mini-farm with pigs, chickens, geese and more which Joe had not decided if he wished to keep or modify into something else. We then visited the house where he would be living which was on the hotel grounds but slightly separated which was a lovely modern house of two floors.

We then went to meet the rest of the group in the center of Alter do Chão for lunch in a restaurant called Lago Verde. I was introduced to Raquel, one of Sérgio´s contacts for the newly purchased Cerrado Reserve, who had been picked up at the Santarem airport and who would be joining us for the trip until we got to her home town near the new reserve.

I ate a buttered Surubim, which is a fish with a silver skin with black markings, which had been cooked to perfection and was the best meal I had during this whole trip. Some people have ordered Pirarucu, the largest fish in the Amazon that can be over 2 meters long and weigh over 100 pounds! This fish is one of the few that need to breathe air to survive which makes it an easy prey for man. After stuffing our faces we went to the most famous beach in Alter do Chão called Love Island, which sounds much less tacky in Portuguese namely Ilha do Amor. I remember visiting Alter do Chão in March with Sérgio in the wet season and this beach was almost entirely underwater so all you could see was the roofs of the bars which had been submersed by the rising river which fluctuates a whopping 4 meters in height! It looked like a completely different place as now the sandy white beaches had emerged. We had to crossed a tiny sliver of water to get to the island so we all pick up our bags with all of wallets and electronics and held it up as we traversed. The rest of the afternoon was spent lazily sipping caipirinhas on the beach and getting massages from a two big Jamaican sisters which had lived in Margarita Island in Venezuela called Chantal and Loreta.







Dia 8

Acordamos às 7h para começar a nossa viagem cedo, pois tínhamos outro trecho longo de 698 km à nossa frente para Santarém. Felizmente, o plano em Santarém era descansar por 4 dias, sem dirigir, para dar um descanso ao nosso traseiro. Após cerca de 300 km de carro, perdemos de vista o Toyota Hilux do Salvador. O Duster e o Subaru pararam em um posto de gasolina para aguardar a sua passagem. No entanto, de fato Salvador estava à nossa frente. Os detalhes de como isso aconteceu exatamente foram perdidos nos livros de história (de propósito). Enquanto esperávamos, Sérgio começou a ficar preocupado e decidiu voltar 100 km até onde o Hilux foi visto pela última vez para ver se eles haviam enguiçado. Começamos a cogitar que ele podia ter nos ultrapassado e logo após veio a confirmação. Ione enviou uma mensagem ao grupo informando que eles estavam em Rurópolis, 168 km à nossa frente. Almoçamos no posto de gasolina para não perder tempo e continuamos nossa viagem que havia sido atrasada por 2 horas.

Chegamos a Santarém no escuro e mandamos uma mensagem para o Joe, um ex-voluntário e orgulhoso portador de visto de investimento no Brasil que recentemente decidiu comprar uma pousada e morar na Amazônia. Parte do grupo seria hospedada em sua casa que ele nos ofereceu gentilmente. Os que ficariam com ele o encontraram para jantar em um restaurante chamado Mascote, enquanto o resto do grupo se instalava no Hotel London,muito central e com vista para o calçadão da orla.



Day 8

We woke up at 7am to get an early start as we had another long stretch of 698km ahead of us to Santarem. Luckily the plan in Santarem was to rest for 4 days without any driving to give our bottoms a rest. About 300km into the drive we lost sight of Salvador´s Toyota Hilux. The Duster and Subaru stopped at a gas station to see whether he would catch up, however, in fact Salvador was ahead of us. The details of how this happened exactly was lost in the history books (on purpose). As we waited, Sérgio began to get worried and decided to drive 100km back to where the Hilux was last seen to see if they had broken down. We started to catch on that he had taken over us and soon after the confirmation came. Ione sent a message to the group informing us that they were in Rudinoplois 168km ahead of us. We had lunch at the gas station to not waste time and continued our trip which had been delayed by 2 hours.

We made it to Santarem in the dark and Imran message Joe, an ex-volunteer and proud investment visa holder in Brazil who had recently decided to buy a pousada and live in Brazil, as part of the group would be hosted at his house as he had kindly offered his place. Those staying at his house met him for dinner in a restaurant called Mascot while the rest of the group set up in Hotel London which was very central and had a view to the boardwalk.